A Defesa Civil de Cruzeiro do Sul participou do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC) e do 4º Encontro Nacional ICLEI Brasil, realizados entre terça-feira (23) e quinta-feira (25), em Porto Alegre. O município foi representado pelo coordenador municipal da Defesa Civil, Rodrigo Borges, e pela agente Fabieli Ferrari.
O evento reuniu mais de mil participantes, entre gestores públicos, coordenadores de Defesa Civil, especialistas nacionais e internacionais, representantes de organismos multilaterais e instituições acadêmicas. A programação teve como foco a preparação dos municípios para eventos climáticos extremos e a construção de estratégias conjuntas de prevenção e resposta a emergências.
Conforme Rodrigo Borges, a participação permitiu compartilhar a realidade de Cruzeiro do Sul e da região, além de conhecer experiências de outros municípios. Segundo ele, a troca de informações contribui para a busca de soluções que possam garantir respostas mais eficientes em situações de emergência.
“É um momento importante para apresentar a realidade de cada município e região, além de encontrar, em conjunto, alternativas que possam gerar resultados positivos quando ocorrerem eventos adversos. Essa troca de experiências fortalece o trabalho de todos”, destacou.
Borges também ressaltou que as discussões realizadas durante o congresso servirão de base para a elaboração dos planos de contingência estadual e nacional, que terão vigência entre 2025 e 2035.
De acordo com Fabieli Ferrari, entre os principais temas debatidos estiveram os impactos das mudanças climáticas, especialmente os efeitos provocados pelo fenômeno El Niño, as estratégias adotadas pelo Estado para enfrentar esses eventos e a construção coletiva do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil.
Na terça-feira, os participantes integraram uma atividade prática voltada à identificação de riscos e definição de possíveis soluções dentro dos núcleos regionais. Cada grupo realizou análises específicas de sua região, estabelecendo metas de curto prazo, com horizonte até 2028, e de longo prazo, projetadas até 2035.
Segundo a organização, o congresso surgiu após as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, com o objetivo de transformar as experiências vividas em conhecimento, planejamento e processos permanentes de preparação. O encontro contou ainda com a participação de delegações da América do Sul, Europa e América do Norte, consolidando-se como um espaço internacional de debate sobre gestão de riscos e resiliência climática.


