Merenda escolar é tema de discussão entre profissionais da rede municipal de ensino

A partir de 2023 inicia a implantação o programa açúcar zero
Foto: Marcio Steiner

Recentemente a nutricionista da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, Catia Dullius, reuniu-se com diretores e os profissionais que cuidam da merenda que é servida para os alunos da rede municipal de ensino. O encontro foi realizado no auditório da Casa do Morro.

Conforme Catia, foi oferecido um treinamento, o qual não era feito presencialmente há dois anos, em função da pandemia. “Normalmente realizamos esse encontro no início do ano, contudo, em 2022 aguardei até agosto para poder abranger também os novos profissionais que realizaram o último concurso público”.

Na oportunidade foram enfatizados as boas práticas, higiene e cuidados com os alimentos. Além disso, a nutricionista orientou quanto à maneira de receber as mercadorias que compõem a merenda escolar, nas escolas. Ou seja, como devem estar as frutas e verduras e demais alimentos e, caso não estiverem da forma desejada, sejam rejeitados. “Exigimos que os produtos tenham boa qualidade”

Catia ainda discorreu a respeito da higiene, limpeza e cuidados com o ambiente na hora de preparar os alimentos, em resumo, as boas práticas de fabricação.

Outro ponto abordado foi o desperdício. Que não se cozinhe demais para sobrar. Que não se coloque comida em excesso no prato das crianças, evitando as sobras e a necessidade de descarte. “Sugerimos ir colocando em menor quantidade, e se a criança quiser, pode repetir”.

Açúcar zero

A nutricionista também revela que algo novo a ser introduzido mais forte a partir de 2023 é o açúcar zero, o que faz parte de uma legislação de 2020. “Já trabalhamos com a redução de açúcar há bastante tempo, o que deve ser intensificado até o final de 2022. Para o próximo ano o desafio será trabalhar sem o uso do açúcar, o que será um obstáculo a ser superado por todos os envolvidos: profissionais da cozinha, professores, alunos e pais”.

As famílias já começarão a ser preparadas durante as matrículas e rematrículas. Os pais serão conscientizados de que os cardápios serão diferentes. Além disso, será feita uma nova capacitação com as profissionais, com ajuda da Emater, trazendo novas receitas sem adição de açúcar.

Catia explica que a ideia é implantar o açúcar zero, num primeiro momento, nas Escolas de Educação Infantil e gradativamente nas Escolas de Ensino Fundamental. Por exemplo, no Ensino Fundamental irá iniciar pelo pré das crianças que vão sair da creche já habituadas, “criando-se uma nova geração, sem o consumo de açúcar, pelo menos, na Escola”.

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