Famílias com casas em risco estão abrigadas no ginásio municipal de esportes

A expectativa é de que fiquem no local por, no máximo, duas semanas
Foto: Divulgação

Desde a tarde desta segunda-feira, dia 8 de maio, três famílias residentes no Bairro Glucostark, em Cruzeiro do Sul, estão abrigadas com seus pertences no ginásio municipal de esportes Orlando Eckert, no Centro da cidade.

A iniciativa foi a solução encontrada após as casas dessas pessoas, localizadas na subida da Rua Silvestre Siebenborn, ficarem sob condição de risco, depois da enxurrada da noite da sexta-feira, dia 5 de maio. Na ocasião, não houve escoamento da água, que invadiu os pátios das moradias, ocasionando a queda de um muro e fissuras em uma das casas. Diante disso, a referida moradia ficou em risco, assim como outras duas, que ficam logo abaixo.

Na noite do ocorrido o Corpo de Bombeiros Militar de Lajeado foi acionado para auxiliar os moradores e a Secretaria Municipal de Obras também esteve no local. Devido à vulnerabilidade, as casas foram isoladas.

Conforme uma das moradoras, a professora Bruna Guimarães, 23 anos, na mesma noite, duas famílias se abrigaram na casa de um vizinho e a terceira foi até um familiar, em Lajeado.

Ela conta que no dia seguinte a Defesa Civil e a Administração Municipal mais uma vez estiveram no local, tendo a engenharia do município emitido um laudo dizendo que as três casas deveriam ficar interditadas. “Depois disso, nos foi dito que poderíamos ficar nas peças mais ao fundo das casas, que não representavam risco, contudo, como havia o laudo, não concordamos. Apenas pegamos algumas roupas e outros pertences e passamos mais uma noite no vizinho”, frisa.

Nesta segunda-feira, dia 8, os moradores se reuniram com o Poder Executivo. Na ocasião foi oferecido o aluguel social, contudo, entre outros, o valor oferecido, R$ 500 por família, não foi aceito. “Não conseguimos encontrar uma casa para alugar por esse valor e não temos condições de cobrir”, observa Bruna. Assim, chegou-se ao comum acordo de abrigar as famílias no ginásio de esportes.

A mudança foi feita por uma equipe da prefeitura, “mas eles não tiveram o melhor cuidado com nossos pertences”, alega a moradora. Além disso, a jovem observa que as famílias ficaram inseguras, por não ter uma chave para trancar a porta. “Também mantiveram as demais aulas e atividades que são realizadas nas salas do ginásio, o que atrapalha nossa melhor privacidade e sossego”, frisa.

Quanto às residências, que foram todas construídas pela mesma construtora, Bruna afirma que esta se isentou de qualquer responsabilidade diante do fato ocorrido.

Nesta terça-feira, dia 9, a equipe da prefeitura esteve no local avaliando as condições do solo para poder começar a mexer. O primeiro passo será a retirada das pedras de areia do muro que caiu e sua reconstrução. Depois disso, será providenciada toda a melhoria necessária para que as famílias possam retornar para dentro de suas casas, o mais rápido possível.

O que diz a Prefeitura

Conforme a Administração Municipal, as suas equipes não estão medindo esforços para que as famílias possam voltar o mais rápido possível ao conforto de seus lares.

Quanto a mudança que foi realizada na tarde desta segunda, a municipalidade informa que foi destinada uma equipe completa para que as pessoas pudessem retirar o que quisessem de dentro de suas casas. Ainda, que todo o processo foi acompanhado e, em parte, registrado pelos moradores. Quanto ao valor do aluguel social, não havia um montante pré-definido e o processo de formalização demandaria muito tempo. Teria que ser feito estudo socioeconômico, procuradas residências a disposição, montado um projeto para análise e aprovação da Câmara de Vereadores e formalização de uma Lei. Diante disso, como havia urgência, optou-se pelo ginásio.

O Poder Público Municipal lamenta o ocorrido e reforça que seguirá trabalhando para que estas famílias possam, o quanto antes, retornarem de forma segura para as suas moradias.

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