Falta de alguns medicamentos nas farmácias dos postos não é por falta de pedidos

Foto: Marcio Steiner | Farmacêutica Sabrina Porsche é a responsável pela compra dos medicamentos

A população que se beneficia de medicamentos disponibilizados pela Farmácia do Município está percebendo a falta de alguns itens. Diante disto, a Secretaria Municipal da Saúde e Saneamento de Cruzeiro do Sul destaca que está trabalhando constantemente na busca da regularização da situação.

A farmacêutica, responsável pela compra dos 131 itens oferecidos nas farmácias, Sabrina Porsche, esclarece que não é por falta de recursos e tentativa de aquisição que alguns medicamentos estão em falta. As compras são realizadas através do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Taquari (Consisa). A profissional explica que realiza pedidos mensais, mas alguns medicamentos estão em falta nos fornecedores. “Há itens que já pedi três vezes e se quer chegou a primeira solicitação”, ressalta.

Sabrina assinala ainda que muitas empresas brasileiras que fabricam medicações não estão conseguindo produzir por falta de matéria prima, a qual vem de outros países. Entre os medicamentos mais comuns e que estão em falta no Posto, ela cita: Furosemida (diurético); Paracetamol (analgésico); Sinvastatina (para tratamento do colesterol); e Amoxicilina (antibiótico). Porém, outros itens também acabam faltando pelo fato de não vir o pedido completo. “Há medicações que peço 20 mil unidades e chegam somente 5 mil, ou seja, impossível ser suficiente. Para que todas as Secretarias ganhem um pouco, o fornecedor acaba fracionando”, lamenta. O atraso na entrega também é um problema. “Estou com um pedido de janeiro que ainda não chegou”, reforça.

A farmacêutica destaca ainda que além dos medicamentos adquiridos pelo município, os que são fornecidos pelo Estado também estão em falta. Entre eles, podemos citar as insulinas. A Leflunomida, que é para artrite reumatoide, está em falta há cerca de três meses”, diz. Com 20 anos de experiência, a profissional observa que nunca faltou tanta medicação como nos últimos anos.

Diante deste cenário, Sabrina destaca que esta é uma realidade de praticamente todos os municípios. “Outra triste realidade é o fato de algumas pessoas retirem o medicamento na Farmácia Popular e, mesmo sem necessidade, também pegar a mesma medicação no Posto. Isso resulta em medicamentos vencidos dentro de casa e que posteriormente são trazidos para que o município dê o destino correto”, conta a profissional.

Por último, Sabrina reforça que a falta de algumas medicações não é por falta de empenho ou condições para aquisição, mas sim por culpa de quem fornece.

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