Comunidade deve ficar atenta ao deixar vasos nos cemitérios

A água acumulada é propícia para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti
Foto: Marcio Steiner

Com a chegada do feriado alusivo aos finados, dia 2 de novembro, os cemitérios passam a receber mais visitas da comunidade, com intuito de limpar os túmulos e renovar as flores.

A renovação das flores é algo que deixa as sepulturas enfeitadas, além de representar o afeto ao ente que já faleceu, mas que também deixa a Secretaria da Saúde e Saneamento apreensiva. Isso em função de alguns tipos de vasos e embalagens que estão sendo colocados sobre os túmulos. O problema é o acúmulo da água, que pode acarretar na procriação do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da Dengue, Zika e Chikungunya vírus.

Conforme a secretária, Patrícia Haenssgen, existem diversas embalagens e maneiras de deixar as flores sobre os túmulos, contudo, pede que as pessoas tenham cuidado e utilizem recipientes que não cumulem água. “Ultimamente estão sendo comercializados vasos enfeitados com papel celofane, que possibilitam ainda mais a retenção de água. Se as pessoas pudessem evitar esse tipo de material, seria ótimo”, assinala.

A Secretaria segue monitorando os pontos estratégicos propícios. A vigilância ambiental, com a vigilância epidemiológica, realiza quinzenalmente vistorias em pontos estratégicos (PES), no perímetro urbano. O objetivo é o controle vetorial, reduzindo a proliferação do Aedes Aegypti.

Também é realizado o Levantamento de Índices Rápidos para Aedes Aegypti (Lira), que consiste em uma ação rápida de visitas dos agentes de endemias, com agentes de saúde. O objetivo é identificar as áreas da cidade com maior proporção de focos do mosquito e os criadouros. O Lira é realizado a cada 60 dias, através de um sorteio de quarteirões. Ele iniciou mais uma etapa nesta semana no município.

A equipe ainda realiza a denominada Pesquisa Vetorial Especial (PVE), quando há suspeita ou confirmação em casos de dengue. Nestas ocasiões são realizadas vistorias em um raio de 150 metros da casa ou do local de trabalho do paciente, tendo como finalidade eliminar todo e qualquer tipo de criadouro de larvas.

Além dos cemitérios, que são muito visitados nos próximos dias, Patrícia observa que “temos que cuidar de todos os espaços. Só assim conseguiremos vencer o mosquito e diminuir a probabilidade de transmissão a dengue”.

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