Vendaval provoca destruição e pânico no interior do município

Foto: Luís Fernando Wagner/Rádio Independente

Na noite de quinta-feira (7), um vendaval atingiu com força a localidade da Linha 25 de Julho, em Cruzeiro do Sul, às margens da RSC-453. Em questão de cinco minutos, o vento arrancou telhados, derrubou árvores e espalhou destroços, deixando moradores em choque. Apesar dos prejuízos materiais, não houve registro de feridos.

Cinco minutos de pânico

A moradora Rejane Maria Lopes, que vive há quase 60 anos na comunidade, descreveu o episódio como o mais assustador de sua vida. “Foi cinco minutos de pânico, muito medo. Graças a Deus ninguém se feriu, mas a casa do meu irmão e da minha irmã ficaram bastante danificadas. Nunca aconteceu coisa igual”.

Ela relatou que o vento começou por volta das 21h30 e, em poucos minutos, destelhou imóveis da família.

Estratégia que evitou maiores danos

O eletricista Paulo Knecht, de 67 anos, contou que a lona plástica instalada sob o telhado durante a construção da casa evitou que a água invadisse o interior. “Quebrou um monte de telha, mas nós continuamos dormindo tranquilos. Foi um estouro fora do comum, um vento seco, sem granizo”.

Paulo estima prejuízos de cerca de R$ 10 mil. Sua esposa, Lisane Maria Knecht, também relatou o susto. “Eu estava vendo novela quando deu um estouro. O telhado foi embora. Só pedi a Deus que protegesse nossa casa”.

Defesa Civil realiza levantamento

A Defesa Civil de Cruzeiro do Sul, representada por Fabieli Ferrari, confirmou que além da Linha 25 de Julho, outras comunidades também foram afetadas, como São Miguel, Bonfim e Lotes, com quedas de árvores e postes de energia. “Não houve feridos, mas seguimos monitorando e prestando auxílio”, afirmou.

Entre os danos, uma figueira centenária foi retorcida pelo vento e caiu sobre uma das casas, ampliando os estragos. Vizinhos e familiares trabalham desde cedo na limpeza e reconstrução dos telhados.

“Vão-se os anéis, ficam os dedos”

Apesar das perdas materiais, os moradores destacaram o alívio por não haver vítimas. “Os bens materiais a gente recupera, mas a vida é o mais importante”, resumiu Rejane.

Fonte: Rádio Independente

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