Galinhada solidária busca arrecadar recursos para tratamento de criança com paralisia cerebral

Evento será realizado no dia 6 de novembro, no CTG Pagos de São Rafael, com cartões a R$ 30; programação terá música ao vivo e balinha premiada
Foto: Brenda Giovanaz | Grasiela ao lado do filho Hariel

Uma galinhada solidária será realizada no dia 6 de novembro, a partir das 20h30, no CTG Pagos de São Rafael, em Cruzeiro do Sul, para arrecadar recursos destinados ao tratamento do pequeno Hariel Havi Scherner da Silva, de dois anos e quatro meses, diagnosticado com paralisia cerebral. A iniciativa busca auxiliar a família no custeio de terapias, consultas médicas, equipamentos e deslocamentos necessários ao acompanhamento da criança.

Em entrevista à Rádio Independente, a mãe de Hariel, Grasiela Aline Scherener, explicou que a investigação sobre a condição do filho começou quando ele tinha um ano e sete meses, após a família perceber dificuldades para caminhar. O diagnóstico foi confirmado aos dois anos, por meio de uma ressonância magnética que identificou uma lesão cerebral.

Atualmente, Hariel realiza seis sessões de terapia por semana, incluindo fisioterapia, hidroterapia e equoterapia. Conforme a mãe, os atendimentos são fundamentais para estimular o desenvolvimento motor e ampliar as possibilidades de a criança caminhar. “Ele tem uma grande chance que ele possa caminhar, mas é com o tempo, com muito estímulo e aparelhos que ajudam ele a posicionar as perninhas”, relata.

Grasiela destaca que o filho apresenta bom desenvolvimento em outras atividades e frequenta a creche desde os quatro meses de idade. No entanto, a rotina de tratamentos exigiu mudanças na organização familiar, incluindo a necessidade de a mãe deixar o trabalho para acompanhar os atendimentos. “A gente tem uma vida normal, um dia a dia normal, ele frequenta a creche desde os quatro meses, a gente não tirou ele da creche, só apenas eu parei de trabalhar para poder levar ele fazer as terapias”, explica.

Segundo Grasiela, o município auxilia com aproximadamente 20% dos custos do tratamento. As demais despesas são assumidas pela família, que organiza rifas, campanhas de arrecadação e eventos beneficentes para manter o acompanhamento.

Fonte: Rádio Independente

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