A idade avançada, por si só, não impede uma pessoa de ser doadora de órgãos em vida. A possibilidade depende das condições de saúde e de uma avaliação médica detalhada para garantir segurança tanto ao doador quanto ao receptor.
Um exemplo é o de Arivaldo Sampaio, que, aos 69 anos, descobriu ser totalmente compatível com o filho, que havia perdido a função do único rim. Após passar por uma série de exames e ser considerado apto, ele realizou a doação. Três anos depois, mantém uma rotina de atividades físicas e acompanhamento médico anual.
Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa viva pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões. A compatibilidade sanguínea é necessária.
O nefrologista Geraldo Freitas, da Unidade de Transplantes do Hospital Universitário de Brasília (HUB), explica que doadores com mais de 60 anos passam por avaliação ainda mais cuidadosa. São analisados fatores como função renal, condições cardiovasculares e presença de doenças como hipertensão e diabetes.
No Brasil, parentes de até o quarto grau e cônjuges podem realizar a doação em vida sem autorização judicial. Nos demais casos, é necessária autorização da Justiça.
Em 2025, o país registrou 4.335 doadores efetivos, maior número da série histórica. Apesar disso, atualmente 49,4 mil brasileiros aguardam na fila por um transplante.
Fonte: Agência Brasil


