Casos de sarampo nas américas atingem maior nível em 22 anos

No Brasil, a identificação de casos em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos levou o Ministério da Saúde a recomendar a revacinação de toda a população de 6 meses a 59 anos de idade
Foto: Ilustrativa / Divulgação

O número de casos de sarampo nas Américas em 2026 já supera o registrado em qualquer ano desde 2004, segundo alerta da Organização Pan-Americana da Saúde. Até 18 de julho, foram confirmadas 47.459 infecções em 16 países e um território, além de 44 mortes. O total já é mais de três vezes superior aos 15.011 casos contabilizados em todo o ano passado.

A Opas classificou como “muito alto” o risco da doença na região e pediu o reforço da vacinação, da vigilância e da resposta aos surtos. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% dos casos, enquanto o Canadá soma 1.107 registros. No Brasil, são menos de 30 casos confirmados.

A entidade destaca que a cobertura vacinal de pelo menos 95% é necessária para interromper a circulação do vírus. Nas Américas, porém, apenas 88% receberam a primeira dose e 78% a segunda em 2025. No Brasil, as taxas são de 89,2% e 73,5%, respectivamente, segundo o Ministério da Saúde.

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