05 dezembro , às 21h44 | Geral

Encontros de formação encerram em 2018 com a perspectiva de sequência em 2019

Conforme a coordenadora pedagógica das Escolas Municipais de Ensino Fundamental de Cruzeiro do Sul, Daniela Siebra, com a chegada do final do ano é hora de fazer  uma retrospectiva para projetar ações futuras e também relembrar e valorizar bons momentos, amizades, aprendizagens. “Enfatizamos a dedicação e entusiasmo de um grupo de professores do município que buscaram por mais conhecimento, novas possibilidades e desafios, ao participarem de uma formação continuada, ao longo deste ano”, salienta. A formação foi proposta pela doutoranda, Geovana Luiza Kliemann, com apoio do grupo de pesquisa Tendências no Ensino, da Univates. A proposta, faz parte de sua pesquisa e que tem o intuito de construir com os professores um modelo de formação continuada que possibilite refletir sobre concepções científicas e permita dinamizar a prática pedagógica dos participantes para o ensino de Ciências – Física, Química e Matemática – utilizando como principal estratégia, atividades experimentais investigativas.

A formação contemplou inicialmente nove encontros coletivos – de março a novembro – com o grupo de professores, de modo a permitir participarem ativamente, levantarem hipóteses, manusearem diferentes materiais concretos e tecnológicos, construírem ferramentas para desenvolver atividades experimentais, discutirem conceitos, testarem e reconstruírem hipóteses iniciais, sugerirem atividades e temas a serem explorados e compartilharem práticas.

Daniela conta que paralelamente ocorreram momentos individuais, em que houve a integração da pesquisadora ao ambiente de trabalho de alguns professores, tanto para o planejamento como para problematização com os alunos. Para 2019, a pesquisadora pretende dar continuidade ao apoio individual a alguns professores, a ideia é construir em conjunto, compartilhar saberes e aprender um com o outro, buscando potencializar o ensino de Ciências. Para a formadora e pesquisadora, a formação continuada é necessária em todas as profissões, uma vez que a formação inicial não tem como dar conta de todas as demandas. Ao encontro disso, no contexto educacional ela defende a ideia de que formações continuadas rígidas e transmissoras precisam ser superadas, sendo necessário pensar em novos modelos que integrem os professores de forma colaborativa no seu próprio processo formativo, levando em consideração as necessidades e interesses individuais em cada contexto, potencializando metodologias e estratégias de ensino, entre as quais foi dada ênfase às atividades experimentais reais e virtuais. Para Geovana, “a ciência tem um papel fundamental no contexto escolar e, é importante que os alunos, desde cedo, sejam instigados a construir explicações para diferentes situações e fenômenos, pois assim estão a pensar e a fazer ciência. Com isso, o conhecimento evolui e a sociedade pode progredir. Instigar a criança a essas e outras compreensões é papel desempenhado, nas escolas, por professores, que carecem ser apoiados e valorizados”, conclui.

 


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