De Donald Trump para um Bolsonaro são só dois anos

Donald Trump venceu. Derrotou Hillary Clynton, candidata que apesar de ser taxada por parte da imprensa como de esquerda, não tem muito a ver com este posicionamento ideológico, uma vez que era representante máxima de Wall Street. Donald Trump, por sua vez, não era favorito nem nas prévias do seu partido, que acabou rachando com a ascensão do ex-apresentador de reality show. Figuras históricas do partido Republicano, como a do ex-presidente George W. Bush e de Ted Bush, declararam publicamente o não voto em Donald Trump.

A eleição de Donald Trump causou uma reação de incredulidade no resto do mundo, com muitas críticas a vitória do mesmo. Donald que abriu guerra contra os meios de comunicação fez promessas como a de expulsar imigrantes ilegais, construir um muro na fronteira sul junto ao México e de proibir a entrada de muçulmanos no país. Não se pode esquecer também que teve áudios divulgados onde explica como abusava de mulheres por ter dinheiro e a denúncia de nove delas relatando os assédios.

A vitória de Trump mostra uma mudança pela mudança. O caso de não ser político, de estar fora do sistema, ajudou a eleger-se. Junte-se isso a um país que ainda não venceu a crise de 2008, onde um presidente tentou em alguns pontos aplicar reformas progressistas, como o “Obama Care”, e uma população extremamente conservadora, como é a maioria da população do mundo e temos um pouco mais de compreensão da vitória de Trump.

No Brasil, com o ressurgimento da força das chamadas vertentes conservadoras, podemos dizer que em 2018, com o descrédito que a classe política está enfrentando e com o afunilamento da Lava-Jato, podemos ter um candidato “não-politico” surgindo e ganhando força. Nessa última eleição já ocorreu exemplos como nas vitórias de Dória e Kalil, em São Paulo e Minas Gerais, respectivamente.

Ou podemos, como no exemplo também do presidente eleito americano, ter um candidato com discurso exacerbado, midiático, que promete restabelecer a ordem e o progresso da nação, que critica minorias e faz discursos acalorados em repressão aos temas progressistas no Congresso. Obviamente, que o maior exemplo e expoente nesse caso seria o então deputado federal Jair Messias Bolsonaro. Taxado de homofóbico, xenófobo e racista, assim como Trump, Bolsonaro pode a vir se transformar em uma piada infeliz da democracia brasileira.

 

André Oliveski
Advogado

 

22 novembro , às 09h41 | André Oliveski

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